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segunda-feira, março 12, 2012

WALKING THE DOG

WALKING THE DOG

Crazy Dad é o nome da nova banda que tenho a felicidade de agora inventar junto a meus amigos e parceiros, os super-músicos Guappo Sauerbeck, Alaor Neves e Ney Haddad.
Tendo como elo comum a todos no grupo o amor por esses "loucos pais" de boa parte da música que se ouve hoje - o blues, o rock e o soul - a Crazy Dad se une para revisitar à sua maneira a música que serviu de raiz à música das gerações que sucederam-se nas últimas 4 décadas de som.
Em breve nos palcos paulistanos, eis aqui uma música-amostra de nosso repertório que trará blues, soul e rock em interpretação próprias.

quinta-feira, março 08, 2012

Prêmio da Música Brasileira 2012

Olhem só,
Meu terceiro CD Oãça Rock é um dos pré-selecionados para o 23 Prêmio da Música Brasileira, competindo com grandes nomes como Adriana Calcanhoto e Djavan, entre tantas feras. Vejam a lista:
http://www.premiodemusica.com.br/pre-selecionados-2012/2


É uma premiação aos melhores cds do ano, sem distinção de ser independente ou de grandes gravadoras. Já fico feliz com a pré-seleção.
Aqui deixo o link àqueles que queiram ouvir/baixar as faixas do CD.
http://www.fernandochui.com.br/musica.html
Bjs a todos,
Chuí

terça-feira, janeiro 17, 2012

Fumaça


Brincar com giletes, fingindo que são bonecas.
Para muitos: melhor ao sangue que ao deserto.
Nostalgia não é mera estupidez, é uma escolha.

Ainda é possível que se veja lindos desenhos
na fumaça que sobe de um incêndio.

(texto/desenho: Chuí)

sábado, janeiro 14, 2012

Coerência

Durante dois meses,
Escreveu e reescreveu a carta
por mais de dez vezes.
Todas começavam e terminavam da mesma forma:
“Você jamais lerá esta carta”.

Revisou a gramática.
Depurou a pontuação.
Reviu os adjetivos.
Um dia, ali estava ela, pronta.

Releu-a três vezes
antes de deletar.

Coerência é qualidade essencial em um poeta.

(Texto/desenho: Chuí)

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Dona do Inevitável

  
Rastros, sinais, indícios:
armadilhas do caos.
Embora eu leia, reflita, preste atenção -
deduzo sempre que são somente cores 
a se misturar na tela abstrata do futuro;
nada nada nada
saberíamos de nós.

De que são feitas suas sombras,
ó dona do inevitável?

(texto/desenho: Chuí)

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Retrato de você que não existe


A tradição do retrato fez dele uma tarefa ingrata.
Pessoas têm essa mania de auto-identificação.
Elas têm que se projetar no desenho
como se dessa forma se projetassem na eternidade.
Sempre vivo desenhista a temer a distorção, 
a caricatura, o erro.
É uma escravidão isomórfica.
Há uma responsabilidade meio divina:
como se o desenho fosse o homem
e o homem fosse Deus,
e, então, fazê-lo à sua imagem e semelhança.
É histórico; inevitável.

Para isso encontro a solução:
faço o retrato de você, que não existe.
Busco sua expressão,
os primórdios de sua careta, seu perfil;
suas linhas, texturas, luzes & sombras;
assim sugiro sua história, sua memória, seu código
à imagem e semelhança de ninguém.

Voilá; aí está você, que não existe.

(texto/desenho: Chuí)

terça-feira, janeiro 10, 2012

Inversão shakespeareana


Um olhar crítico sobre a vida
nos situa e define no mundo.
Inversão shakespeareana:
- Questionar ou não questionar:
eis o que somos.

(texto/desenho: Chuí)

sábado, janeiro 07, 2012

Nostalgia


Desenho uma paisagem
de um lugar que nunca fui;
que nunca foi visto - sequer existe.

Ao último traço, me noto: parece saudade.
O passado é uma ficção disfarçada de memória.
Nostalgia é uma forma de se inventar imagens. 

(texto/desenho: Chuí)

sexta-feira, janeiro 06, 2012

2012

A vida. O amor. A batalha.

Somente por ser enorme,
não quer dizer
que não possa ser
de fato

leve.


(texto/desenho: Chuí)

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Topo


No topo de tudo havia ela.
Mas não posso afirmar com certeza
se era ela no topo
ou se eu

aqui no fundo.

(texto / desenho de natal para Menezes e Regina: Chuí)

sábado, dezembro 17, 2011

Precisão



Desenhar é preciso.
...
Viver não é preciso.

(palavras/ desenhos: Chuí)

domingo, agosto 07, 2011

Máquina


o
significado 
das 
coisas
é 
somente 
mais 
um 
dos 
seus 
vícios 
urbanos


(texto/desenho: Chuí)