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domingo, fevereiro 25, 2007

Enigma


Quem és tu
.........que por mim ainda não te apaixonaste?
Que mistérios escondes
.............................da tua própria loucura?
Não vês que o abismo
é menos aterrador
...........................quando olhas de dentro dele?
...
Quem sabe te traio contigo mesmo
......................................................todos os dias.
No entanto, onde estão teus ferrões
...............................que não me apontam verdades?
Não sabes o que és?
.................................Finge o que não és, então.
...
Decifra-te agora
...
.......................ou Devoro-me


(imagem: desenho extraído da novela gráfica "Indecifraveu" de Chuí - work in progress)

15 comentários:

Marcia disse...

Gostei muito da inversão da esfinge no poema. Igualmente do desenho que soluciona o impasse dos personagens. Apenas resta a questão: que espécie de decifração é um beijo? Ou que espécie de devoração? Ou ainda: a decifração é a devoração?

Anônimo disse...

Muito bonito!

Lourdes disse...

Como Márcia,eu também gostei muito da inversão da esfinge no poema.É curioso e criativo.As divindades do Olimpo já não pertencem mais à teologia,mas à literatura.A mitologia persiste e persistirá pois está demasiadamente vinculada às mais notáveis produções da poesia e das belas artes,antigas e modernas,pra cairem no esquecimento.
Belo poema,Fernando.
Beijos
Lourdes

Rafaela disse...

Essa novela gráfica promete! (E já está cumprindo muito bem!)
Muito bons: texto e desenho!
Que esse 'véu' nos revele tudo q há por baixo desse q finge ser o q não é...

Beijão! Parabéns!

Menezes disse...

Nando querido
Imagine é o contrário de enigami, que não é longe de enigma-me, do novo verbo enigmar, ou seja, colocar como enigma... Algo como seu poema sugere... Agrego: "devora-me ou te decifrarei"... Imagine só!
Bjos do Pá

Fernando Chuí disse...

Hum, já incorporei ao poema, perfeito...

Yone disse...

Profundo... Beijo

Yone

Juliana disse...

Eu também: te devoro! Digo! TE ADORO: são deliciosos teus poemas! E ficam melhores quando você tropeça nessas santas traiçoes consigo mesmo, nas que te revelam mais.

Abraços,
Juliana Hatoum

Amarilis disse...

(Não queiram DEVORAR o Fernando!!!!!....)

O poema é enigmático, belo, profundo, maravilhoso!
beijo, A.

Lara disse...

Lindo! Li 3 vezes, amei e à minha maneira, interpretei alguma coisa. Vim comentar, li o cometário da Marcia e me dei conta que estou diante de um enigma!rs
Bom, depois dessa eu relí e até arrepiei! Vou reler, reler, e reler...
Parabéns Chuí!
Abraços,
Lara

Hamer disse...

Espetáculo! Esta veio mesmo do abismo do indecifraveu, que queremos olhar de dentro. A loucura também é menos aterradora quando se olha de dentro dela. Este teu poema expõe de forma clara o que há de apaixonante na loucura e o que há de inebriante no desvario.
Show!
Abraços,

Hamer

Débora Tavares disse...

Gostei muito do teu poema-imagem, da tua imagem-poema.
Abraço de estréia minha no teu espaço,

Anônimo disse...

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